Como usar jogos educativos na educação escolar e treinamentos?

por Mariana Silva em 29/Mar/2018 ⇠ Veja outros Posts

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, jogos e brincadeiras não são atividades que devem ser relegadas à recreação e períodos de ócio. Elas podem ser incorporadas ao contexto educacional, inclusive até mesmo dentro das aulas, mostrando resultados muito satisfatórios quando realizadas da maneira correta.

A experiência do jogo oferece a oportunidade de um aprendizado mais orgânico e espontâneo, que acontece muitas vezes sem a pessoa perceber que aquela atividade é ou faz parte de uma lição.  

Não pense que os jogos educativos são úteis apenas na educação infantil. A educação de adolescentes, jovens e adultos também é favorecida pela implementação desse tipo de atividade, até mesmo os treinamentos empresariais, que costumam possuir um caráter mais sério.

Treinamentos gamificados

treinamentos gamificados

No contexto educacional e de treinamentos empresariais, a gamificação (ou gamification) diz respeito à adoção de conceitos e ideias de jogos à situações que não são jogos.

Os treinamento gamificados têm a tarefa de ajudar a motivar e engajar os colaboradores através dos desafios e conquistas de cada um. É possível determinar as tarefas e etapas que serão cumpridas utilizando um esquema de distribuição de pontos ou uma tabela de classificação. Dessa forma, um espírito de competição saudável é instaurado, focando mais na auto-superação.

É o tipo de atividade que pode ajudar os colaboradores que precisam trabalhar a segurança e a autoconfiança, pois eles desafiam a si mesmo e tem a oportunidade de melhorar seu desempenho a cada nova tentativa e superar a experiência anterior.

Como implementar jogos educativos em uma empresa ou instituição de ensino?

A implementação de jogos e brincadeira no ensino e em treinamento pode acontecer de formas variadas. É necessário antes de tudo analisar o grupo-alvo, o objetivo da atividade, o papel do professor, monitor ou tutor, ferramentas utilizadas, e inúmeros outros aspectos contextuais.

O especialista no assunto, Gary Kroehnert, diz em seu livro Jogos para treinamentos em Recursos Humanos:

“Temos que ser muito seletivos, em situações de treinamento, quanto ao uso e quanto à duração desses recursos como métodos de instrução. As pessoas ficam entediadas de fazerem as mesmas coisas por muito tempo, mesmo que seja uma experiência incrível nas primeiras vezes. Se você pretende utilizar esses métodos com eficácia, é necessário fazer primeiro um cuidadoso planejamento, podendo-se utilizar para isso a parte reservada à anotações.”

Isso faz muito sentido. Se pensarmos que o objetivos dos treinamento gamificados e dos jogos educativos é justamente oferecer uma atividade inovadora, diferenciada do que é realizado no trabalho e fora da rotina.

Se possível, leve os colaboradores que participaram do treinamento para um local diferente do ambiente de trabalho. Mas se essa não for uma possibilidade, não tem problema algum. Existem jogos e atividades que podem ser realizadas em qualquer espaço ou podem ser adaptadas.

jogos educativos virtuais

Os jogos educativos também podem ser levados para o ambiente online. Outra especialista no assunto, desta vez a professora doutora Magdalena Bober, do Departamento de Linguagem, Informação e Comunicações da Manchester Metropolitan University, levanta alguns elementos essenciais para o design de jogos educacionais digitais:

  • Usar a fantasia e a narrativa para criar um contexto envolvente para a experiência de aprendizagem.

  • Ter ligação com os interesses anteriores do aluno.

  • Ser visualmente estimulante, por exemplo, através do uso de recursos multimídia.

  • Ser um desafio com níveis adaptáveis e crescente de dificuldade.

  • Ter objetivos claros e significativos.

  • Fornecer feedback imediato para dar ao aluno um senso de controle.

  • Oferecer oportunidades para os alunos tomarem decisões que influenciam a experiência de aprendizagem.

  • Incentivar a interação social entre alunos, oferecendo oportunidades de colaboração e discussão, como parte do jogo, na sala de aula e/ou online.

  • Concentrar-se em progressão e auto-aperfeiçoamento, em vez de competição entre os alunos.

Tecnologias como a realidade aumentada também podem ser empregadas na adoção dos jogos digitais. Tudo visando a construção de um aprendizado mais construtivo e participativo, onde os alunos possam dar vazão a criatividade e a imaginação.

E aí, gostou do nosso post sobre jogos educativos? Conte pra gente nos comentários o que achou ou se já tem alguma experiência no assunto. Vamos adorar saber!

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Mariana Silva

Mariana Cordeiro é jornalista e especialista em marketing de conteúdo. Escreve para o NeritEduca e está sempre em busca do que há de mais novo no mercado educacional.

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